Em 1974, quando iniciei as atividades da Great Start, estabeleci como etapa prioritária no processo de colocação de uma secretária executiva, fazer uma entrevista pessoal com o futuro chefe, a fim de entender pontos vitais para encontrar a profissional que preenchesse todos os requisitos. Devo confessar que essa postura, que considero extremamente ética, estabelece, até hoje, pequenos conflitos com os departamentos de Recursos Humanos de algumas empresas, que não entendem por que julgo isso tão importante e necessário.
A pergunta que paira no ar é sempre a mesma - “ Será que Astrid pensa que não estamos aptos a traçar e fornecer o perfil desejado?”
Minha resposta não poderia ser outra: É claro que sim! Acho imprescindível ter uma linha direta de comunicação com o pessoal de Recursos Humanos pois sabem melhor do que ninguém especificar quais as características pessoais, profissionais e comportamentais mais indicados para a vaga a ser preenchida e também as exigências básicas de quem está contratando.
Mas, quando alguém adoece, quem pode explicar ao médico os detalhes e os sintomas que sente da doença melhor do que o próprio paciente? A esposa, os filhos, os pais e os amigos, todos podem tentar explicar o que o doente sente mas o médico precisa olhar nos olhos, examinar, analisar hábitos, levantar histórico e verificar o pulso pessoalmente para não correr o risco de prescrever uma medicação incompatível com os sintomas apresentados.
Fazendo uma analogia com o caso acima, quando recebo um telefonema que solicita uma secretária executiva, fluente no inglês, muito eficiente, organizada, dinâmica, que tenha o DRT, ótima aparência e idade não superior a 35 anos, sinto necessidade de esclarecer inúmeros outros detalhes que só o próprio chefe é capaz de me responder. Por exemplo: “ Você precisa de uma secretária à moda antiga (agenda, arquivos, telefonemas, marcar reuniões e pagar suas contas) ou você está procurando uma secretária, braço direito de verdade? Prefere alguém que tenha brains to utilize ou alguém que é paga para obedecer e não para pensar?”
Assim sendo, o trabalho de consultoria da Great Start agrega valor ao RH, pois possibilita encontrar a pessoa certa para o(a) executivo(a) e, ao mesmo tempo, poder satisfazer a profissional procurando o(a) chefe e o emprego ideal, criando desta forma, um verdadeiro Team of two.
Meu conselho final para as secretárias: no ato da entrevista, quando surgir a famosa pergunta - “A Sra. gostaria de perguntar algo sobre mim ou a empresa?” - Não tenham medo ou vergonha de perguntar.
That’s all for today, ladies. Good luck to those who are job hunting!
Sincerely yours.
Astrid Rizzi
Astrid Rizzi é
presidente da Great Start Serviços Ltda. Pioneira no recrutamento e Colocação de
Secretárias Multilingües; Outplacement personalizado; Consultoria de Imagem.
Ministra workshops e palestras para aperfeiçoamento profissional em todos os
níveis.